Instituto Hypnos

segunda-feira, abril 16, 2007

Não consigo entender...

- Infraero ou Infrashop? Essa pergunta já está há anos na boca dos passageiros, e já eram comentadíssimas as "possibilidades" de corrupção nesse setor "deste país". Quem não sabia? Precisou um tilt dos controladores de vôo para que o assunto viesse à tona? Os jornalistas estavam carecas de saber a respeito. Por que o silêncio até então, e o rúido só agora? Não entendi...

- Também não entendi essa história de pesquisa sobre aborto, sem mais nem menos.... estatísticas? Bom, por que fazê-las agora? Quais os critérios? Que perguntas foram feitas para a obtenção de respostas? O assunto está sendo discutido em seus meandros? Nâo, nada foi discutido... A quem interessa a lebre? - E a pena de morte.... está na cabeça de todo mundo o sim ou não, mas não há discussão a respeito, não há ampliação para refletir, logo, fazer estatísticas não significa nada. Ou melhor, devem significar algo para quem se propôs a fazê-las e publicá-las. Por que agora? Por que jogar nos leitores (ou ouvintes) essas estatísticas sem eira nem beira, soltinhas, sem respaldo crítico anterior? Não serão artigos aqui e e ali que trarão a discussão ao nível geral. A lebre sempre existiu. Por que estão levantando a pobre, agora?

- Não me diga!!! o desembargador preso na Operação Hurricane (José Ricardo Siqueira Regueira) não gostou de ficar em cela conjunta!!! Mas, para formar equipe de bandidagem ele gosta de companhia? Tome tenência, moço!

- Então, a Embaixada Francesa está preocupada com os turistas franceses aqui, no Brasil. É, devem ficar mesmo. Devo dizer que, desta vez, não podemos afirmar que o que acontece aqui também acontece lá. Não, não acontece. Quando os EUA disseram a mesma coisa aos seus turistas, poderíamos ter revidado: também lá as coisas não correm bem. No entanto, quando vamos ao Nordeste e vemos o mundaréu de turistas alemães, italianos e também suiços, franceses, etc., correndo atrás da prostituição e da droga que por lá graça, sabemos que só há mercadoria onde há fregueses, e que a mercadoria só aparece quando o mercado exige, não é? Alguém tem interesse em comprar uma peteca que eu fiz para enfeitar meu escritório? E agora, José?

- O raciocínio acima vale para a exportação de madeira das florestas - e a corrupção que a envolve - a países "do pirmeiro mundo". Onde há fregueses... há mercadoria. A hipocrisia está num nível assombroso, não é mesmo?

- E o efeito estufa? Bom, até agora não estou muito consciente sobre isso, apesar da carga pesada que me jogam em noticiários, falados e escritos. Acho que é lerdeza minha. Gostaria de ouvir um belo debate entre profissionais do ramo - sem ecologistas -, para me explicarem a questão das explosões solares, a questão da geografia, a questão da economia, a questão das placas continentais e sua movimentação ... e também o efeito estufa. Será que a TV Cultura de SP, por exemplo, a quem pagamos do nosso bolso, não teria a brilhante idéia de criar esse debate?? Estão esperando o quê? Que a vaca não mais venha a tossir?

Outro dia tem mais (e hoje mais teria, porém o dever me chama).

R.Gazolla

quarta-feira, abril 11, 2007

Pílulas - 11 de abril de 2007

Olá pessoal. Vamos às pequenas doses.

Piada pronta

Por essa, nem o José Simão esperava.

No condado de Lancashire, Inglaterra, foi aberta uma "casa de tolerância" com o singelo nome de... Brasília. O faturamento da casa rendeu primeira página no jornal local.

Parece que lá se fatura até mais do que na "matriz"...

Leia o artigo do Cony, comentando o fato, aqui.

Eu também quero

Quem não quer aumentar os próprios salários e ainda não ter que trabalhar na segunda-feira?

Ahn, os jornalistas

O colunista da Folha, Josias de Souza, é um cara que, em geral, eu respeito. Mas no seu blog, num post de ontem sobre o número de prelados negros na Igreja, o prezado jornalista "comete" um daqueles deslizes pelos quais toda uma mistura de ranço e desinformação escorre, ácida como a saliva do Alien no filme homônimo. Diz Josias:

A Igreja deveria instituir em seus seminários brasileiros uma cota para negros. Poderia chamá-la de cota São José dos Queimados. Em sua visita ao Brasil, marcada para 9 de maio, o papa Bento 16, que traz na biografia um flerte com o nazismo, anunciaria a novidade. Com pompa, circunstância e infinita misericórdia.

Para além do fato de que o percentual de bispos negros é realmente baixo no Brasil, o comentário acima que diz que Bento XVI teria tido um "flerte com o nazismo" chega a ser irritante. Como se sabe, todas as crianças foram obrigatoriamente incorporadas à Juventude Hitlerista (de 1938 até 1945). Então, o que leva o dito jornalista usar esse fato com um tom jocoso, fazendo uma relação perigosa entre o baixo número de negros na Igreja e o tal fato ocorrido na vida do Papa? Má-fé, incompetência (ou qual outro nome para a desinformação de alguém que vive justamente da informação?) ou como prefiro dizer, eclesioclastia?

E nem vou falar das "cotas" nos seminários...

Só uma última coisa: por que todo jornalista pensa que pode falar com propriedade sobre tudo?

Lastimável.

Nuvens

Refresque a retina com fotos de Nuvens Lenticulares (visto lá no Favoritos).



Ahn, assim como eu você também não sabe o que é isso? Leia aqui. Em inglês.

Abraços.

GF.