Instituto Hypnos

quinta-feira, março 01, 2007

Umas e outras


É impressionante o que o nosso bloguista de plantão, Gabrirel Ferreira, oferece no link de seu último texto: uma visão das explosões solares. Desde 1996, os problemas cosmo-terrestres, gravíssimos, estão pautando aqui e ali algumas revistas científicas. Um pouco disso a mídia nos passa. Claro que na sua simplicidade (no mau sentido), ela bate na questão do "efeito estufa", mas sabemos que não se trata só disso. Parece que deixar de queimar matas, cuidar da emissão de gases poluentes está relativamente dentro de nossa capacidade de transformação - e assim mesmo, que dificuldade, hein!. Já meteoro que se encaminha na direção exata de nosso belo planeta, as explosões solares acirradas nos últimos dez anos (pelo menos que contamos em nosso pobre calendário humano), as bombas atômicas que explodem há décadas abaixo da terra e abaixo do mar provocando, depois de algumas semanas, terremotos em lugares distantes (distantes??? em nossas medidas, não é?), bem, isso tudo fica meio na superfície das notícias. Talvez seja melhor não pensar muito.... e olhar o prefeito de São Paulo nos seus rompantes...


Hugo Chávez está errando a mão nas últimas ações que vão além dos discursos. Como já disse antes, uma coisa é o discurso para a "classe" a, b, c,d ou o que quiserem. Outra coisa é agir ... como Evo Morales e Lula e outros presidentes que têm discursos e ações variadas para estamentos sociais variados em ocasiões variadas. Chávez também faz isso. No entanto, se mostrava as manguinhas com certo pudor antes da última eleição, agora está se afastando de uma possível convivência latino-americana ao fazer valer com entusiasmo a censura e imaginar um discurso/ação próprios para criar sua própria geopolítica global. Hum... que deu na cabeça desse militar? A Venezuela é pobre, muito pobre. A diferença entre os estamentos sociais é muito, muito grande. Se achamos que aqui, no Brasil, a coisa é feia, façam um passeiozinho até a Venezuela... e só lancem uma "mirada".


Quem assistiu o filme Babel viu o que significa uma arma (qualquer) e a rede de problemas que ela provoca. Uma arma em cada uma das histórias é suficiente para uma explosão de sentimentos, desde a rara amizade até a mais comum das emoções - muito primitiva, aliás - que hoje mais se vive: o medo. O medo provoca a fuga de "algo", sem que se possa pensar nesse "algo", o medo bloqueia o pensamento, bloqueia o homem como propriamente humano, apaga tudo o que aprendeu, à custo, com a civilização, retira os critérios, retira a identidade. Não foi sem razão que S.Freud, no "Futuro de uma Ilusão" está tão desconfortável com o tal "retorno do reprimido". Leiam esse texto, ao menos por curiosidade.


É, a mídia é importante Gabriel Ferreira, nosso bloguista, mas... sua importância está limitada em informar, e não tem sidos assim. Criamos uma aura dourada em torno do que chamamos de "liberdade da imprensa" e, agora, ela faz a cabeça, entorta, desentorta, aquece, esfria, mente e... nós atrás. Nosso cérebro parece que está fundindo, a exemplo do Sol ( e aqui fecho o que tenho a dizer com o começo deste texto) que, se fosse imaginado como um cérebro, está fundindo.

Prometo que dia desses tentarei falar do amor, da amizade.... Tentarei...
R. Gazolla