Instituto Hypnos

sexta-feira, outubro 20, 2006

::: PÍLULAS :::

Olá meus caros. Gostaria de agradecer as visitas e os feedbacks. Vamos aos pitacos da semana, com participações.

Educação contra o crime

Por vezes nos deparamos com alguns oásis em meio à polifonia reinante na mídia. É indispensável a leitura dos textos de Gilberto Dimenstein, nos links abaixo (originalmente no caderno "Cotidiano" da FSP de domingo do dia 16/10), sobre a experiência de controle da violência, simplesmente nas cidades mais violentas do mundo - Medellín e Bogotá -, que alcançaram redução de índices da ordem de 90% e 79%, respectivamente.

Preste atenção às medidas tomadas pelos prefeitos e pela sociedade. Absolutamente nada há de "fantástico", afora o fato de conseguir converter ex-guerrilheiros das FARC em distribuidores de livros.

Que tal assumirmos algumas das atividades, como esta, de distribuição de livros, já que como diz um dos prefeitos, "achamos que quem gosta de ler não gosta de matar".

A vacina antiviolência
Colômbia dá exemplo para reduzir violência
Prefeito "louco" mobilizou a sociedade
Bogotá combinou repressão com urbanismo e educação
Hoje, Sanchez mostra a jovens o que não fazer
Medellín passou de capital da violência a laboratório da paz


Mutilações 2

Abaixo, o interessante comentário que recebemos, sobre o post da semana passada.

As Vítimas Invisíveis do Boeing da Gol

"A Segunda Guerra Mundial, foi o último grande evento em que corpos mutilados, esqueléticos, transformaram-se em símbolos constrangedores de nossa necessidade de entender o genocídio a partir dos mortos que sucessivamente eram arremessados de carriolas, e jaziam sem identificação em covas comuns. Os Nazistas, ofertaram a história à imagem ideal da extensão da tragédia humana.

Outras guerras se sucederam após o declínio do regime nazista, mas estranhamente, geraram apenas campos extensos de cruzes, de soldados anônimos, de corpos que não testemunham a crueza de suas mortes reais. Na era midiática, uma avalanche de números nos afronta, de um 11 de Setembro com mais de duas mil vítimas contabilizadas e nenhum corpo a causar-me a repulsa comovente, que ancestralmente, me conduzia à certeza inevitável de meu próprio fim corpóreo. Vivemos num mundo sem cadáveres, nos acostumamos a lamentar números, a suplantar silenciosamente o desejo de observarmos como legistas amadores os detalhes de nossa frágil existência.

Fotos com retalhos de corpos das vítimas do Boeing da Gol circulam por celulares e e-mails, fragmentam-se para além de sua mutilação, alimentam com seus restos mortais uma sociedade com uma sede de vida interminável, que paradoxalmente, encontra no humor sádico, a risada defensiva dos símios, que apazigua o misto de prazer e horror que um corpo humano sem vida lhe oferta.

O sacrifício religioso [conforme constatou o pensador francês Georges Bataille] nos libertava da barbárie, desta atração cruel, de ocultarmos um sorriso aliviado após, aguardarmos ansiosamente na sala escura, o vilão ser morto, e nos ofertar muito mais que sua morte, mas o prazer expiatório do seu fim. "


Rose Cunha


Você sabe o que é "margem de erro"?

Se você respondeu que é a diferença entre o percentual na pesquisa e a realidade, errou. Leia o artigo abaixo, de dois estatísticos, um da UNICAMP e outro da UFPE sobre o assunto. E divulgue.

A Falsidade das Margens de Erro de Pesquisas Eleitorais Baseadas em Amostragens por Quotas, dos professores José Ferreira de Carvalho (UNICAMP) e Cristiano Ferraz (UFPE)

Visto lá no Imprensa Marrom.

Ah, a Natureza Humana

Imagem, bem pertinente, enviada a nós.





Abraços.

GF.