Instituto Hypnos

quarta-feira, março 29, 2006

E ainda dizem que o ministério da fazenda atrapalha o crescimento e a geração de empregos...


terça-feira, março 28, 2006

Ahn, a informação...

Em menos de dois dias, já fiquei sabendo todos os fabulosos incrementos realizados nos últimos 4 anos no estado de São Paulo, devido a uma campanha publicitária veiculada no rádio...

Nada como estar bem informado, sobretudo em ano eleitoral, não?

Ainda bem que essas campanhas só querem nos instruir...

¬¬'



Só prá lembrar....

V sabia que no código do consumidor está escrito:

Art. 6º : São direitos básicos do consumidor:

IV: a proteção contra a publicidade enganosa ou abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra prática e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços.

Pois é, é so prá lembrar. Mídia a gente também consome, não é? Deuses, acudam!!

domingo, março 26, 2006

Jornais, jornalistas e leitores

Um amigo jornalista me disse outro dia que não põe a mão no fogo para nenhum colega. Jornalista inventa! Disso todos sabemos, são imaginativos e tem o domínio da palavra (ou deveriam ter) que é plástica o suficiente para criar discursos que dizem coisas meio "atravessadas"...

O problema é que, em países onde há liberdade de imprensa, esquecemos que nós, leitores, temos direito de pedir a legitimidade da imprensa. Quero dizer com isso: se um jornalista é obrigado a seguir a linha editorial de um jornal do qual é empregado (e às vezes segue até mais que o dono!), perde sua legitimidade como jornalista mas... tem salário no final do mes. É o famoso lambe-botas.... e, infelizmente, percebo que as jornalistas têm sido, ultimamente, experts em fazer isso, apesar de os jornalistas também seguirem os passos femininos.

Problema sério, não é? E nós leitores? Hum, já viram...
Então, um jornalista para ter legitimidade - uma vez que do dono do jornal não se obtém isso, em geral - deve ter limites para obedecer . Parece que é isso. No entanto, no Brasil especificamente (mas não só nele), quem determina o tom é o dono do jornal, logo... Em alguns outros países, o jornalista determina o que quer escrever desde que fundamente seu texto. E vai conversar com o dono em caso de haver problemas. Costuma ser assim.

A
qui, no Brasil, somos infelizes neste ponto: articulistas perdem a legitimidade do que escrevem de tanto distilar veneno em vez de notícia criteriosa. E os leitores são levados pela superficialidade e rapidez com que lêem os jornais, mas é atingido em profundidade nas suas opiniões. Mais do que liberdade de imprensa, é preciso que o jornalista (e o jornal) tenham legitimidade.

Fui clara?
RG


rg

sábado, março 25, 2006

Vi que um leitor quer saber o que mais podemos trazer de volta para o Brasil, mas também posso pensar no que não queremos mais de volta:

1) O "ame-o ou deixe-o"

2) A camisa rasgada do Zico, rasgada pela Itália sem apito do juiz, pertinho do gol, quando perdemos a Copa para a Itália, para tristeza do Telê Santana;

3) os ditadores que costumavam se refugiar por aqui;

4) a CIA e seus ensinamentos, a Aliança para o progresso, o Mec-Usaid

Mas, podemos pedir de volta ao menos a dignidade perdida nessas últimas décadas e que respinga o Legislativo até hoje.

RG

É preciso voltar...


Nestes dias, por ocasião da visita às obras da Vila Olímpica para o Pan 2007, Lula, mais uma vez, discursou bonito. Disse que é preciso trazer de volta ao Brasil a Copa do Mundo de Futebol e outros grandes eventos. Assim, resolvi fazer um pequeno rol de coisas que podiam ser trazidas de volta:


- O PT da década de 80;
- O fervor ético de José Dirceu;
- A esquerda da esquerda à linha de frente das críticas;
- A decência para as casas legislativas;
- Os milhões que escoaram nestes 4 anos de reinado;


O que mais poderíamos trazer de volta???

Consequencias da política brasileira...


Amigos.

Certamente todos nós estamos com crescente sentimento de vergonha e indignação diante dos recentes fatos protagonizados pelos nossos políticos. Neste tempo, onde vivenciamos uma enorme dificuldade em educar nossos filhos, diante de um estado cujas ações determinam seus reais valores, pois somos confrontados diariamente com a impunibilidade e o descaso às leis. Temos até "dança no salão", num espetáculo aviltante e deprimente.

Mas o que me leva a esse comentário, é a liberdade que foi concedida a uma pessoa que cometeu um furto de pequena monta, e ficou presa sumariamente, por mais de 120 dias, à qual não coube qualquer medida procrastinadora. O emblemático desse fato é o que o seu advogado invocou, como um dos motivos para que o STJ (vejam onde chegou) atendesse o seu pleito:

"Um país onde políticos acusados de burlar os princípios reitores da administração pública e até mesmo da atividade estatal conseguem, por inúmeros recursos, procrastinar o julgamento e a conseqüente execução de suas condenações, o estado-juiz mantém presa uma mulher que rouba o equivalente a R$ 3,20 para matar a fome de seus entes".

Está aí as conseqüências da política brasileira...

Abraços,

Augustus.

terça-feira, março 21, 2006


Dúvidas

Quem pode me explicar?
Eu só queria compreender...
1) O caseiro do Lago Sul viu homens entrando e saindo de um casarão. Lá, eles faziam não sei o quê, mesmo porque o caseiro não poderia saber exatamente o que acontecia lá dentro, dada sua posição de caseiro. Certo? Recolhia o que chama de "sujeira" (garrafas, cinzeiros, etc., etc.,);

2) O ministro da Economia lá teria estado, com a "Tchurma de Ribeirão". E daí? Conversavam, bebiam, sei lá mais o quê.... e carregavam maletas. Sei... e...? O que o caseiro pode descrever além disso? Estava de botuca? Não.

3) O Tribunal Superior de Justiça impede a continuação da fala do caseiro porque ele adentra em terreno pessoal, mas a oposição não aceita o fundamento. Por quê, hein? Alguém vai sair por aí perguntando a caseiros, domésticas, motoristas
o que seus patrões fazem dentro de casa? Se fazem isso, por que será? E quem é que quer saber se no lixo de fulano tem banana, ou se
cicrano recebeu dona Fulgência para intimidades? A trôco?

4) Se bem compreendi até agora, o caseiro chantegeou seu pretenso pai..hum... que feio, não é? O homem, de 72 anos, está apavorado com a chantagem.. é o que diz. E pagou pelo silêncio do filho que... afinal... não houve. Ficou na mídia, exposto, quando ao doar dinheiro ao pretenso filho acabou revelando o que não queria à própria familia: que talvez tivesse um filho que não conhecia. Que coisa, hein?

5) A mãe do moço está com medo por ele. Por quê o medo? De quem? Segundo o que o caseiro conta, a mãe sabia o que ele estava fazendo com o pretenso pai...a chantagem...

6) Finalmente: vamos supor que o caseiro tenha razão e que o ministro apareceu pela casa do Lago Sul muitas vezes. Qual o problema? O caseiro não está falando que dividiam os roubos das diligências... o que ele fala é quase nada. Mas... por que o ministro nega? Qual o problema de ele ter estado na casa do Lago Sul?

Hum... para mim está tudo muito mal contado. Só Sherlock Holmes...

RG

sexta-feira, março 17, 2006

Continuando um diálogo de loucos paulistanos:
Em frente a um hamburgueiro, dois jovens:

- E aí, tem?
- É.. médio.
- Como médio?
- Ah, sabe comé...
- Num rolô...
- É...
- Saquei. Nem eu.
- Não?
- Não.Que cê qué?
- E aí meu, e aí?
- Aí, brother, num dá.
- Tá... e então?
- Então o quê?
-Vamo...
- E a galera?
- Passô..
- É... té lá.
- Toca aqui.
- Falô.

* * * *

1) Nos inícios do MST, procurou-se terras improdutivas para assentamentos. Impossível fixar-se sem a infra-estrutura. Procurou-se terras alheias, em parte improdutivas, em parte, não. foi a vez de a lei de talião valer: os fazendeiros mandaram matar muitos dos ocupantes em nome da legalidade.Uau!

2) Depois, no meio do movimento dos sem-terra buscou-se só fazendas produtivas, que chamassem a atenção da imprensa, etc. A matança por capangas diminuiu e o governo (arre!! finalmente) entrou para impedir as invasões em nome da legalidade. Já agora, no meu entender já nos finais do MST (ao menos com o mesmo princípio que motivou sua criação está nos estertores), os ocupantes não visam mais terras produtivas mas indústrias. Uau!

3)Nesse jogo de braço quem está faltando ? Tem-se UDR, tem-se MST, tem-se poder de policia.... e cadê o Incra? Uau!

4)A mídia, ruinzinha como sempre, está devendo um estudo cuidado aos seus leitores: da UDR, do MST, do INCRA. Só assim formaremos opinião. Mas nem pensar em fazer isso, não é? A imediatez da mídia é pior que liquidação de super-mercados: é no dia ou na hora. Uau!


RG.

sexta-feira, março 10, 2006

Da Inconsciência de Massa ou Sobre o Exílio do Lógos.


Não há necessidade de grande erudição para se perceber o quanto consciência e lucidez podem aproximar-se da barbárie e da anomia. Muito antes de Adorno afirmar em seu "Educação após Auschwitz" que toda civilização gesta em si algo de barbárie, vê-se bem o quanto aqueles que arrogam a justa leitura de seu tempo podem afastar-se dos primeiros motores de suas ações e desembocarem no finalismo que cega.

O assunto ao qual nos remetemos e as pessoas das quais falamos aqui é a invasão e destruição dos laboratórios e dos frutos das pesquisas da Aracruz no estado do RS empreendida por pessoas vinculadas ao MST, mas não só. O que queremos discutir é o esforço por legitimar essas ações a partir de uma pretensa abertura a elas dada pelo não cumprimento, por parte do Estado, de suas responsabilidades perante aqueles reclamantes.

Ora, a aproximação crítica demonstra claramente o quadro de total desespero frente às incontáveis atitudes furtivas do Estado em findar, de uma vez por todas, problemas como o da reforma agrária e seu imenso corolário. Assim, depois de décadas de vanidades - manifestas nos diálogos e nas promessas nunca efetivadas - chega-se ao ponto onde tal desrespeito e violência teriam, como única forma de resistência a tal Estado, uma força e uma postura igual ou maior, que expressasse a oposição por parte daqueles tantas vezes enganados.

Assim, atingimos o cerne de nossa questão: a violência e a barbárie do Governo, traduzidas pelo total desprezo pelas questões que tangenciam o próprio sentido do humano ao negar praticamente as condições de sobrevivência àqueles que vivem da terra justificam e, talvez, até endossam, a ação igualmente destruidora e cruel de ações carregadas de terror como a empreendida no último dia 8 de março?

No limite, nem os milhões de dólares de prejuízo estimado ou os 50 mil empregos diretos ou indiretos gerados pela empresa depredada e que podem ser afetados importam tanto quanto os possíveis princípios que suportam tais ações. Em entrevistas e pronunciamentos, líderes e sua massa comandada elencaram em seus discursos, argumentos ambientais e econômicos que poucos nos interessam pois tão pequena é sua relevância frente à magnitude dos atos de destruição e, principalmente, porque o que estas ações albergam é muito mais do que posturas altivas e redentoras do amado solo da Terra Brasilis. Como dissemos, a postura defendida nesta maneira sórdida de agir é que a negligência, o descaso e a violência podem arrastar-se até o ponto de apenas elas mesmas se apresentarem como respostas aos problemas por elas causados.

O que aqui se opera é uma bizarra inversão do princípio já expresso na sabedoria hipocrática de que o remédio - phármakos - quando utilizado em excesso torna-se veneno - phármakon. Assim, aqueles acabam por defender que o veneno, instilado à exaustão pode, em determinado ponto da história, reverter-se e apresentar-se não só como remédio, mas como o único bálsamo para aliviar as dores daqueles que sofrem. Cumpre aqui lembrar uma simples, mas grandiosa citação de Albert Camus, filósofo franco-argelino em seu O homem revoltado: se os fins justificam os meios, o que justifica os fins? E perdemo-nos todos numa ciranda funesta onde uma das maiores capacidades da alma humana - a crítica racional e dialógica - esvai-se de braços dados com o juízo acerca da unidade do gênero humano enquanto corpo que padece junto, de uma existência por vezes tão triste e frustrante.

Apresentam-se então outros aspectos à luz de nossa reflexão. A violência e a destruição que rebaixam e condenam o humano ao sofrimento, não podem alinhar-se, sob nenhum pretexto, ao serviço de uma falsa libertação e uma falsa promessa de felicidade. Falsas porque mentem a si próprias no momento mesmo de efetivação dos atos que instigam pois comprometidas com o que deveriam vencer e escravas daquilo que deveriam se libertar. Tal falácia ainda incorre no perigo de depor uma camada generosa do verniz de validade e de legitimação cujo brilho ofusca a massa ainda habitante da caverna, a tal ponto de poderem não só se proclamarem como arautos de valores perenes quanto que as futuras gerações ainda agradecerão por serem preservados daquela forma, como declararam alguns.

Este texto não tem maiores pretensões, salva a de suscitar reflexão, questionamento e embate de idéias; elementos exilados pela parca visão daqueles que se pretendem humanos ainda que agindo bestialmente.

G.F.


terça-feira, março 07, 2006

Brasileiro lê pouco...

Contrariando nosso querido filósofo estagirita, o brasileiro, segundo pesquisa de 2001 realizada pelo IBGE, lê 1,8 (como se lê 1,8 livros? ai, estatísticas...) por ano e não parece se inclinar tanto assim ao saber...

Atentem para a maior "desculpa" arrogada: falta de tempo! É justo! Afinal, depois de 'n' temporadas de 'Big Brother' a acompanhar, incontáveis campeonatos futebolísticos, inúmeras novelas, seriados e programas imperdíveis, fica fácil entender porque lemos ridículos 1,8 livros (!) por ano.

Não.. Abolindo-se tais entes não sanaríamos o problema, bem o sabemos.. Então... o que fazer para reavivar o "prazer de saber" tão relegado hodiernamente?

A questão está lançada.

P.S.: Nos recusamos a comentar o quesito "preço dos livros" apontado nas pesquisas... Em cidades grandes pululam sebos e bibliotecas não são uma "invenção" que se podem chamar de "modernas"...







sábado, março 04, 2006

Conversa dois de loucos paulistanos

Também é historinha verdadeira. Na portaria de um prédio:
_ por favor, o apartamento 37...
_ quem é?
_ Mariana e Lia.
_ falar com quem?
_ dona Zenaide.
_ Zenaide ou Neide?
_Zenaide...
_hum... no apartamento 56 não tem nenhuma dona Zenaide...
_ não é 56, é 37...
_ah... quem vai subir mesmo?
_...Mariana e Lia...
_ Momento.
_Dona Zenaide, a Flaviana e dona Mia vão subir.
_Quem? não conheço...
_Ô moça, a dona Zenaide disse que não conhece nenhuma Flaviana.
_...é Mariana...

aaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrgggggggggggggghhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!

*

>Conversas de loucos paulistanos

Foi verdade. Fulana ligou para o dentista tentando marcar uma hora:
_Seria possível uma quarta-feira pela manhã?
_hum.. deixe eu ver.... acho que sim, pode ser às 13.30h?
_...não, mais cedo. Até 11 horas está bem.
_ah... tem às 10.45 na 6a.feira.
_...não, não serve, tem que ser na quarta.
_ Sei! Posso tentar trocar um horário aqui, com outro paciente, e marcar para o meio-dia, quarta feira, não é?
_.........é.......mas meio dia não me serve.....
aaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrggggggggggggghhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, março 03, 2006

>Woody Allen tenta a tragédia





O famoso diretor, que já brincou com a tragédia grega em filmes anteriores, resolve agora ultrapassar a linha da comédia no filme "Ponto Final".

Guardem bem as últimas palavras do ator principal, que não vou contar. Lembrem-se de cenas de alguma tragédia grega onde Destino, Liberdade, Fantasmas e heróis estão todos juntos, além da perplexidade a que somos submetidos diante de certos momentos da vida.

Woody Allen parece gato, tem sete fôlegos. Quando suas comédias já estavam beirando a chatice - porque o molde era repetido -, ele vai para o trágico, meio grego, meio shakespeariano.

Assistam. Os atores estão ótimos. Palavra de Hypnos! "

Truman Capote foi um escritor sensível, antipático, narcisista e atentíssimo a tudo. Escreveu "A Sangue Frio" que foi maravilhosamente filmado por Arthur Penn (se não me engano). Agora, um filme mostra parte da biografia de Capote, mais exatamente o período de sua vida em que escreveu "A Sangue Frio".

É um bom filme e o desempenho do ator é simplesmente espetacular! Seria bom que se visse uma entrevista com o verdadeiro Capote. Eu vi e é impressionante o que o ator consegue com sua interpretação. Além disso, fica um questionamento sério sobre a pena de morte: Os assassinos mataram uma familia a sangue frio.... mas... o Estado matou os assassinos... a sangue frio. É isso aí. "