Instituto Hypnos

sábado, setembro 30, 2006

Eleições amanhã: socorro!!!!

Gente, eu estou apavorado. Moro em São Paulo, não sei como estão os outros estados. Aqui está muito estranho. A gangorra balança entre a falta de impulso cívico e a agressividade impensada dos cidadãos com que encontrei nessas útlimas semanas. E parece que não só no assunto "eleições" isso está ocorrendo, mas em todos. O que acontece com o ar de São Paulo? Eu conto o que me amedronta.

Hoje fui favor meus pés. Afinal, o sr. Cri Cri me dá os sábados livres do meio-dia em diante. Ele anda bebendo muito, fica dormindo quase todo o sábado, e sai à noite. Está desesperado com tudo, não quer escrever mais, um horror! Eu fico preocupado, mas não tenho o poder de impedi-lo de beber. Ele é muito sensível com a situação política, vs que o leram sabem disso. Ora, como dizia, estava fazendo os pés e havia algumas senhoras falando em voz baixa no salão, outras em voz alta. E ouvi coisas do arco!! Uma gritava que adorava ser gorda porque os homens gostavam, etc... coisas que não posso repetir no site. Debochadíssima, falava mal da Cicarelli de um modo tão grosseiro que eu mesmo fiquei sem jeito: que a moça era vadia, e por aí vai... Ninguém respondia, só sorriam educamente. Outra que também gritava, contava piadas beirando a obscenidade... pasmem... sobre Lula...E seguia, impune, contestando todos que podia, muito grosseiramente, inclusive ponde em cheque a feminilidade de dona Heloisa Helena.

Silencio é ouro. Ali, naquele salão de classe média, onde pago uma fortuna para fazer meus sensíveis pés, nem pensar em exprimir meus pensamentos. Havia uma arrogância no falar, uma raiva no sentir que fiquei imaginando de onde viriam e o porquê. Dizem que salão de cabelereiro e bar apontam a ideologia hipócrita da classe média. Pode ser...

Mas, o que isso tem a ver com as eleições? É que, ao menos aqui em São Paulo, quem vota no PT não pode se exprimir sem o ar descrédulo e debochado dos outros. Notei isso algumas vezes. Não que eu me expressasse, pois aprendi que devo calar-me mais que falar, porém ouvi outros expressarem o desejo de votar em Lula. Ora, com ou sem razão, as pessoas não deviam ir contra quem vota em seja quem for. Está certo que a opinião é facilmente formada e sem critérios, com bem me ensinou o sr. Cri Cri, mas se democracia existe e as pessoas se chamam democratas, têm que aceitar os porquês dos outros. Estou errado?

Como dizia um dia desses uma visita do sr. Cri Cri : "ah, eu gosto de democracia, mas sei que tudo é sentimento, o voto é sempre emocional e pronto!". É, acho que é. Então, amanhã, estamos à mercê das emoções. Será que o Brasil merece isso? Por que os brasileiros não aprenderam a separar o civil do emocional? Ou talvez não se possa fazer isso. Por mais que se deva buscar critérios e argumentos, há um abismo entre o que se deve e o que se sente e faz, não é?

De qualquer maneira, desejo o melhor ao Brasil. Essa é a minha emoção. Quanto aos meus candidatos, acho que pensei muito, e a mim não me parece que votarei com a emoção de estar numa partida de futebol achando que meu time é "tudo"... nem com o nojo provocado por um ódio que, certamente, não provém dos candidatos propriamente ditos, mas de tortuosidades da alma de cada um. Não acham?

Etheovaldo José, ao seu dispor.
(mordomo registrado do sr. Cri Cri)


::: PÍLULAS EXPRESSAS :::

Meus caros.

Eis aqui uma pequena coletânea de links para ajudar a se preparar para o escrutínio de amanhã. Alguns já foram dados aqui, mas vale a pena listá-los novamente. "Fuçem" neles à vontade antes de apertarem o botão verde, amanhã.

Transparência Brasil - o já famoso link da ONG Transparência Brasil com informações sobre os candidatos ao legislativo;

Voto Consciente - com um ranking dos candidatos baseado em fatores como presença na assembléia etc.

Políticos do Brasil - informações comparativas entre mandatos passados dos pretendentes atuais;

Congresso em foco - com a agenda das casas legislativas e notícias referentes aos candidatos e às eleições;


É isso. E bom voto amanhã.

Abraços.

GF.

domingo, setembro 24, 2006

Dossiês e mais dossiês...

Todas as eleições que acompanhei têm misteriosos dossiês, quer ao final de um governo, quer um mês antes das eleições. Esse cacoete está ficando cansativo. E vale para governo municipal, estadual e federal.

Como surgem os dossiês? Alguém foi até o fim para saber? Houve dossiês contra um monte de políticos, de direita, de centro, de esquerda (será que existe?), a cada vez que alguém estava prestes a ganhar um cargo via eleições, contra outros que queriam o tal cargo. Os jornais, felizes porque têm pauta afinal, se esbaldam, enquanto nós ou ficamos horrorizados, ou nada nos toca mais porque sabemos que há algo podre no reino da Dinamarca, de há muito.

Esse novo dossiê, novamente próximo à eleição, no mínimo - eu disse, no mínimo - demonstra ingenuidade de alguns petistas e falta de caráter de outros, petistas e não petistas. Por quê?
Primeiro: quem fez o dossiê e tentou vender ao PT?
Segundo: o que continha o dossiê?
Terceiro: a ingenuidade de querer comprar um dossiê às vésperas da eleição indica o deslumbramento de alguns petistas que não aprenderam a mexer com raposas... pobrezinhos...
Quarto: no afã de ganhar uma eleição a qualquer preço, petistas e não petistas entram no mesmo buraco, compram gato por lebre, ou cozinham gato por lebre para vender.... deu para entender, ou não?

Então, bem feito... quem manda ser ingênuo e comprar dossiê feito por outros partidos? Agora, uma coisa: quem foi mesmo que armou o dossiê????

Marco Aurélio Garcia, v tem toda a razão em brigar. E o sr. Juiz, abelhudo, devia ficar calado sobre a comparação com Watergate!!! E os jornalistas deviam aprender um mínimo de civilidade na profissão. Hum...que feio! Não perceberam todos que quanto mais agridem sem critérios claros, mais o agredido deixa de sentir a dor? E quem são os agredidos? Nós... e ficamos indolores... e pior, podemos morrer de tanta pancada sem sabermos que estamos morrendo... civilmente, é claro.

Etheovaldo José (mordomo devidamente registrado do sr. Cri Cri)

sábado, setembro 23, 2006

Opiniões, opiniões....


Tenho lido as pílulas de GF. Nem sempre concordo. E também não segui muito bem algumas delas, pois quando está escrito "clique aqui" para entender melhor..etc., clico e não vejo o que era para entender. Cuidado com a técnica, pessoal. Afora isso, percebo que o "pilulista" tem boas dicas, não é?

Opinião por opinião, gostaria de dizer que estatística é uma coisa muito complicada para o meu pensamento. Não sei o que significa dizer que a pobreza diminui (ou aumenta) não sei quantos por cento, sem saber os critérios de definição de pobreza. Mais ainda, no meio dos jornais (nunca em primeira página, claro), é dito que a miséria diminiu no governo Lula em 22% ou algo assim. Não sei, também, o que significa miséria e que índices foram usados. Assim a coisa fica difícil. E o assunto me parece muito importante para que a notícia seja jogada
sem maiores explicações. Mais até que a fala do Papa.

O problema é que a opinião nacional é formada desse modo, fragmentada e superficial. E temos a impressão que formamos realmente uma opinião redonda sobre algo. Que nada!! Perguntam em quem vou votar... e quando respondo alguns dizem... mas você tem coragem de votar em "x". E eu pergunto: por quê? E a resposta; Mas v não viu o que aconteceu, etc. etc ...Perdão, eu não vi nada, eu só li coisas sem entender o que de fato havia, e na maior parte das vezes tendenciosas, contraditórias, um dia dizendo "a", outro dia dizendo "b". Não consegui formar opinião, e bem que corri atrás (ao menos, não formei via mídia).

E isso vale para qualquer partido, para qualquer candidado, pois para todos v pode perguntar ao votante: "mas v tem coragem de votar em "x"? Todos têm, dependendo do veículo que passa a notícia, o inferno esperando sua alma. O que muda é a esfera dantesca para onde vão, se na primeira, terceira, ou última. Ou se omitirem quando não poderiam, ou roubaram, ou trairam, e por aí vai. O que nos resta?

Bom, dizem que democracia é assim. E parece que é mesmo, não só no Brasil. Que outra possibilidade temos além dela? Ah, bom, quem pensa nisso? E como se daria o aprimoramente do que está aí, por exemplo, já que não conseguimos pensar nada de novo? Socialismo? Tem gente que pensa e acho bom pensar, mas são poucos.

Parece que tudo passa pelo quarto poder, a imprensa, e que a revolução francesa não pôde prever isso. O que acontece nos bastidores do governo? Não é o que estamos lendo. Indubitável é que a eleição de 2010 está sendo estruturada agora. E então, pessoal, ampliem bem a visão e saiam do imediato. O Brasil é largo demais para o olhar do noticiário diário. O que queremos para o Brasil? Um capitalismo mais avançado? Justiça socializada? divisão de riquezas mais proporcional?....ou emprego?

Antes de votar, pensem em quais candidatos podem estar um pouco próximos disso que v quer (imagino que v tenha pensado um pouco para frente, não? ao menos você que lê esse site; e se não pensou, melhor nem votar).

RG

sexta-feira, setembro 22, 2006

::: PÍLULAS :::

Ei-las.

Imprensa marrom

O assunto está quase encerrado e não se trata de reavivá-lo. Mas achei simplesmente inconcebível que em absolutamente nenhum dos meios de comunicação que vi - e não foram poucos -, incluindo os da web, encontrei na íntegra a bela conferência do papa Bento XIV na Universidade de Regensburg. Não quero aqui, de maneira alguma, entrar no debate religioso, tampouco no político gerado pela fala do pontífice. Apenas apontar a imensa falta de seriedade dos jornais e revistas que só fizeram por multiplicar o mal-entendido reproduzindo uma citação totalmente fora do contexto.

Vá lá que na mídia impressa haja um problema de espaço etc. Mas na web isso é indesculpável. Bastava fazer o que faço agora: abaixo, o link para a página do Vaticano em que estão todos os pronunciamentos de Bento XVI em sua última viagem à Alemanha. O que gerou a confusão é a intitulada "Encontro com os representes da Ciência na Aula Magna da Universidade de Regensburg (12 de setembro de 2006". Ahn, com traduções em 4 línguas.

Leia aqui.

Doeu?


***


Me sinto bem melhor agora...

"A miséria, que atingia 28,2% dos brasileiros em 2003, caiu para 22,7% em 2005 - 42,570 milhões de pessoas, no total. Para pesquisador, queda se deve a maior oferta de empregos, ao Bolsa Família e à expansão dos gastos previdenciários. " (veja a notícia toda aqui

Agora, apenas 42.000.000 de pessoas são miseráveis.

Vocês também não se sentiram?


***


Por mais distante, um errante navegante....

Dêem uma passada em Breathing Earth.net. O site dá, baseado em estudos e estatísticas, a quantidade de CO2 emitida por cada país, bem como os nascimentos e mortes, por país.

Confesso que é um tanto assustador ver os dados ao fim de sua visita ao site.


Abraços.

GF



sexta-feira, setembro 15, 2006

::: PÍLULAS :::

Depois de um longo e tenebroso inverno de uma semana e de um calor infernal, voltamos com as pílulas!

Bento Carneiro, ambulante

Foi impossível não lembrar imediatamente do apelido carinhoso que o colunista da Folha de São Paulo, José Simão, deu a ele: o vampiro brasileiro.

Longe estamos aqui de condenar alguém apenas por uma indicação a ser investigada.. Mas quem diria que uma crônica bem humorada poderia ser... profética.

Clique e aqui "descubra" sobre o que estou falando.


***


... Abra as assas sobre nós

Não há nem o que comentar. Clique aqui e vá a um dos melhores blogs tupiniquins. Veja particularmente o último post, o do dia 3 de setembro.

Lá vocês vão ver como um rapaz novo, que está começando agora na política e, sobretudo, fiel ao seu estado de origem, está promovendo a liberdade de manifestação e debate político em torno de sua figura...


***


Passo em falso

Veja a notícia fresquinha aqui e depois volte para esta janela.

Você já prestou atenção à sua propaganda na TV? Está lá a bandeira nacional... De repente, ele surge do nada, quase como que vindo de lugar algum e caminha, firme e convicto.... mas sem sair do lugar. Sim, olhe bem, ele não se aproxima da câmera! Não dá nem pra falar que é uma corrida presidencial...

Ao menos ninguém poderá acusar o candidato de que sua propaganda política não condiz com a realidade....


***


Para escapar

Não é todo mundo que gosta. Realmente, Woody Allen não é um consenso. Mas me diga se alguém que tem uma citação como essa não é ao menos respeitável:

"If you want to make God laugh, tell him your future plans."

WoddyAllen.com - Com mais quotes, biografia, filmografia etc.

Abraços.


GF.

sábado, setembro 09, 2006

::: Filme - Big Fish :::





O filme não é propriamente novo - é de 2003 - mas, ao menos para mim, acabou por passar despercebido nas prateleiras repletas de filmes com acontecimentos caóticos, atores e atrizes no ápice da forma física e outros elementos que, juntos, conceituam o "produto da indústria cultural". Mas Peixe Grande, de Tim Burton, a partir do texto de Daniel Wallace, é realmente singular. Ele retoma, com ingenuidade pungente, aquilo que desde Walter Benjamin e seu "O narrador", somos conscientes de esquecer: a atividade de contar histórias e a força das narrativas.

Que a ingenuidade da qual falara não sirva de obstáculo; ao contrário, deve ser estímulo. A trama, por vezes desgastada, do pai-que-conta-histórias-ao-filho é aqui elevada a outro plano. A mania - quase ao sentido grego - do pai em contar histórias e sua constante fusão delas com a realidade, acaba por irritar o filho, já moço e recém-casado, a ponto de distanciá-lo quase que definitivamente. Entretanto, por conta de algumas contingências, destas que em toda boa história são necessárias, o filho-homem submerge na vida pregressa do pai e, por conseguinte, em seu universo fabuloso, quase mítico, que coloca em xeque o papel que a própria noção de Real desempenha na existência: esta chega quase a sucumbir nas cenas da premente morte do pai que, solenemente a ignora porque em determinada narrativa sobre seu passado, tivera a oportunidade de ver o modo que partiria da vida e podia armar-se então da convicção de que este não era seu final. A idéia de existência-fábula reforça então aquela do existente auto-engendrado de algumas filosofias do século XX, mas pelo viés do narrador, que não tenta dominar à força o curso da narrativa com uma responsabilidade angustiante mas, ao contá-la, dança com seus ouvintes no diálogo que culmina em beleza e maravilhamento. Com final singelo e primoroso, Peixe Grande alcança, ele mesmo, o status de narrativa capaz de instigar os sentidos e o pensamento.

Veja a ficha completa do filme aqui.

GF.


domingo, setembro 03, 2006

Matéria do Jornal da Paraíba enviada a nós por uma leitora. Mandem sempre suas contribuições


Rezadeiras mantêm tradição de trazer a cura

Curando ?mau olhado? e ?vento caído?, as rezadeiras de CG seguem resistindo ao tempo FRANCINETE SILVA



A cura através da reza, uma mistura de ciência, fé e cultura popular, ainda resiste ao tempo. As conhecidas e famosas rezadeiras são encontradas principalmente nas comunidades mais carentes e na zona rural dos municípios paraibanos. Diariamente elas recebem pessoas em suas casas - a maioria crianças - com mau olhado, vento caído e dor de dente, as principais doenças curadas pelas carismáticas e famosas mulheres, normalmente idosas e simples. Apesar do avanço da ciência, as rezadeiras garantem que a cura através da reza sempre continuará existindo, embora reconheçam que hoje não existe mais aquela preocupação dos pais de ensinarem a seus filhos as orações de fé, que resistem há muito tempo.
Além de rezarem, as mulheres da fé também receitam remédios caseiros aos pacientes, feitos à base das plantas e ervas medicinais. Rita Gomes da Silva, 65 anos, moradora da Rua Nossa Senhora Aparecida, no Pedregal, em Campina Grande, faz suas rezas desde a adolescência. Ela conta ter aprendido a rezar com a sua avô, também de nome Rita, que morreu aos 108 anos rezando as pessoas. A mulher tida hoje como a rezadeira mais popular do bairro, reza crianças e adultos. As orações feitas com um raminho verde na mão, com muita concentração, afirma Rita Gomes, sempre levam à cura dos pacientes, que são recebidos na sua humilde casa, normalmente cedinho, quando ela diz estar ?carregada? de energia positiva, após o repouso da noite. As conhecidas rezadeiras, principalmente aqueles que estão na reta final de suas vidas ou se sentem no dever cumprido, prometem repassar os ensinamentos para pessoas da família ou amigas. ?Quando não aguentar mais, vou ensinar a alguém para continuar essa caridade de fé?, diz Rita Gomes. Nas comunidades da zona rural, a presença de rezadeiras jovens já pode ser vista. É o caso de Geraldina Severina Pessoa, 30 anos, moradora do Sítio Massapê, no Distrito de Galante, a 20 km de Campina Grande. Por enquanto, ela diz que se encontra aprimorando as orações para se tornar, no futuro, uma rezadeira famosa. Hoje, ela reza apenas os seus três filhos. Aprendi com a minha mãe a rezar de mau olhado?, ressalta Geraldina, lembrando que algumas pessoas acreditam no seu dom e outras não. Embora sejam ocupadas com outras atividades, as rezadeiras dedicam a maior parte do seu tempo a pessoas que procuram a cura através das rezas. As crianças são os principais clientes. Tem reza para curar de dor dente a dor de barriga e cólica. O trabalho, afirmam as rezadeiras, é gratuito ?porque a palavra de Deus não se vende?, diz a rezadeira Rita Gomes.
Para as rezadeiras, todo mal de reza surge dentro ou fora do ambiente familiar. Elas acreditam que o mau olhado, por exemplo, origina-se do ?excesso de amor? ou ?amor caduco?. Já o vento caído é o resultado de sustos ou medos fortes sofridos pela criança. Muitas mães, mesmo sem acreditar, acabam procurando a ajuda dessas mulheres quando não encontram sucesso em outros tratamentos, a exemplo da auxiliar de serviços gerais Lindaci Albuquerque, que mantém o hábito de ser rezada ?para curar mau olhado?. A costureira Maria José Costa é outra que acredita no dom das rezadeiras. Ela confessa ter procurado essas mulheres várias vezes para curar algumas enfermidades, entre elas inchaço nas pernas. ?Depois meus netos nasceram e sempre que eles apresentavam problemas, principalmente vento caído, eu buscava a cura nas rezadeiras?, lembra Maria José.

sexta-feira, setembro 01, 2006

::: PÍLULAS :::

Olá minha gente. Vamos aos "drops" desta semana.

Diz-que-diz-que

Segundo o já famoso por aqui Sr. Aurélio, a expressão acima quer dizer boato, falatório, intriga. Pois bem, é a isso que se resume a maioria do noticiário sobre política e, mais especificamente, sobre as eleições, quando não estão a falar de agenda de candidatos ou dando informação tão relevantes quanto. Façam a experiência de prestar atenção aos títulos das colunas nos jornais impressos ou, até mesmo, no rádio e na TV: "X diz que vai fazer....", "Y diz que não vai mais tolerar...", "Z diz que se eleito...".

A verdade é que, fora alguns bons articulistas, estamos abandonados à uma espécie de ciranda da informação da qual não conseguimos nos desvencilhar. E na esmagadora maioria ela se resume à narração de fatos, dados ou ainda, opiniões nem sempre bem pensadas ou articuladas. A ausência de espessura crítica na mídia chega a ser patética, já que o discurso oficial é de que o "4º poder" é decisivo na formação das opiniões e das mentes dos incautos leitores. Ora, a questão é: se somos assim tão dependentes da imprensa, isso quer dizer que não conseguimos forjar por nós mesmos nossos juízos sobre o que se passa por aí. Então, o simples fato de nos arremessarem na cara dados, estatísticas, programação de candidatos e citações dos mesmos, só serve para que colecionemos "informações" para destilá-las depois à mesa do bar no "happy hour" já que o "plus", que seria ao menos uma ponta de interpretação, nos é ostensivamente negada.

Eis então o dilema: ou somos ineptos para a crítica por nós mesmos e a imprensa acaba por endossar nossa estupidez ou somos capazes de leitura interpretativa e de análise e os meios de comunicação são meros expositores de dados, quase como uma lista telefônica, à qual recorremos já tendo em mente, de certa forma, o que procuramos.

E por falar em estupidez

Caros amigos, compartilhem comigo do meu sofrimento: moro em uma das ruas mais centrais da minha cidade, o que quer dizer que, durante essa gloriosa época de exercício da democracia - que como já disse Luís Fernando Veríssimo é coisa do demo -, tenho os ouvidos massacrados quase que durante todo o dia por jingles de candidatos que chegam a levar à insanidade. À semelhança de Alex DeLarge, o personagem de Laranja Mecânica, somos obrigados a, no nosso caso, ouvir musiquinhas terríveis, com melodias duvidosas e trocadilhos infames, como de um candidato a deputado estadual que tem como sobrenome o nome de um animal e propala aos quatro ventos em seu jingle, em ritmo de rumba (!!!): "Vote no SOBRENOMEDOCANDIDATO para não dar Zebra".

Pois é, vocês acharam engraçadinho né? Eu também. Mas depois da ducentésima quadragésima sétima vez, estou abominando. Não votaria nesse infeliz nem pra porteiro de prédio ou salva-vidas de aqüário. E fico pensando que eles devem achar que somos muito, mas muito, mas muito idiotas mesmo. Sem falar na falta de senso de humanidade desse sujeito ao passar, como contei só esta manhã, 7 vezes no mesmo quarteirão, i.é. o meu.

Políticos do meu Brasil

Além do site do Perfil Transparência Brasil, foi lançado por esses dias o site Políticos do Brasil, que também tornou-se livro, e divulga informações dos rendimentos e das rendas dos políticos, além de uma série de outros dados.

Dá uma passadinha por lá.

Abraços.

GF